Novo ensino médio: Como fazer o planejamento de aulas?

240_F_277212347_wLrlEXYQuaJ5wOQlYXoJBvHyYPAvRzSDO tão falado Novo Ensino Médio se aproxima e traz com eles ainda algumas dúvidas de como aplicar o modelo na prática. Muitas escolas estão se preparando para cumprir o novo formato, que passa a valer já em 2022 e promete uma carga horária maior e estudos dedicados para áreas de interesse profissional de cada aluno.

Porém, é normal que surjam algumas dúvidas e incertezas na hora de elaborar o planejamento de aulas. Entender como os componentes curriculares e objetos de conhecimento se adaptam a essa realidade é fundamental para a qualidade desse novo modelo.

Antes de mais nada, é importante saber que o Novo Ensino Médio não altera os componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As mudanças estão na forma como os objetos de conhecimento são planejados e apresentados para os estudantes. A partir de agora será necessário dividir as disciplinas em áreas de conhecimento e oferecer itinerários formativos, com isso os alunos terão mais flexibilidade. O que significa grandes mudanças para a gestão escolar.

Um dos principais pontos é o fato de que a escola terá que lidar com diferentes turmas formadas conforme os interesses dos alunos. Além disso, é importante que a mentalidade do corpo pedagógico e dos discentes mude, pois agora os jovens terão mais autonomia para realizar as suas escolhas na construção do seu conhecimento e deverão contar com mediadores para esse novo processo de aprendizagem.

Dessa forma, será necessário também oferecer projetos integrados e trabalhar o Projeto de Vida de forma estruturada.

As exigências na prática

As transformações a serem desenvolvidas na educação, está baseada em uma sala de aula integrada. O limite das disciplinas deve ser fluido, incentivando que o jovem aplique os conhecimentos que adquirir em aula, seja ele presencial ou remoto.

Nesse contexto, a resolução de problemas é ponto chave para ser trabalhado no planejamento de aula, como uma maneira de concretizar a eficácia do ensino por áreas.

Desse modo, serão exigidas práticas de metodologias ativas, em que o estudante participa de forma mais autônoma, compartilhando suas aprendizagens. Portanto, as aulas não terão mais aquele padrão em que o professor é o transmissor, nesse caso ele é um agente mediador que provoca e instiga essa participação mais ativa.

Por isso, é importante investir em formação continuada não somente do corpo docente, mas de toda a comunidade escolar.

Novo cronograma

Como a carga horária do Novo Ensino Médio vai aumentar de 2.400 horas para 3.000 horas, as escolas deverão migrar para o ensino em tempo integral até 2024. Vale reforçar que dentro dessa carga horária, 1.200 horas poderão ser escolhidas pelo estudante.

O ideal é que a grade horária seja dividida em disciplinas para facilitar a organização das cargas de professores. Mas é importante ressaltar que, nesse novo contexto, os projetos integrados, que envolvem diferentes disciplinas, serão muito trabalhados.

Dessa forma, a formação continuada é essencial para preparar os professores e auxiliá-los na mudança de mentalidades em relação ao ensino contemporâneo e o protagonismo do aluno. Ter um cronograma de ações para realizar as adaptações necessárias para implantação do Novo Ensino Médio é crucial para alcançar o êxito nesse período de mudanças. Por meio dele, é possível acompanhar de forma mais assertiva o passo a passo e intervir em ações no decorrer do percurso de maneira mais segura.

Etapas

OBJETIVOS ALINHADOS – Todas as mudanças propostas afetarão a comunidade escolar como um todo. Por isso, é importante que as decisões sejam tomadas em conjunto e que todos entendam seu papel. É preciso garantir que estejam cientes sobre o que é o Novo Ensino Médio e o impacto que ele causa na instituição de ensino. Dessa forma, todos poderão caminhar rumo a um objetivo comum, lembre-se que a mudança de mentalidade será um processo fundamental, por isso, o diálogo e alguns ajustes no meio do caminho serão indispensáveis e, portanto, essa parceria deve ser mutua.

INTERESSES DOS ALUNOS – Realizar pesquisas com os alunos que vão inaugurar esse novo modelo é outro fator decisivo. Não adianta impor pontos, é importante traçar objetivos que conversem com os estudantes da sua instituição. Através dos interesses dos alunos é possível definir itinerários formativos que gerem mais engajamento e comprometimento na jornada de aprendizagem.

ATUALIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS – A família também é peça chave nesse processo de mudança. Afinal, ninguém ainda sabe como funciona tudo na prática, por isso, manter as famílias informadas com um canal de comunicação atualizado e de mão dupla é fundamental. O apoio dos familiares fará toda a diferença nesse momento.

CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES – Outro ponto fundamental é a formação continuada do corpo docente. Os educadores capacitados para entender e lidar com as alterações feitas é que farão o planejamento sair do papel e acontecer. Por isso, investir em cursos, workshops, palestras de atualização as normas da nova BNCC é essencial. Também é importante ter respaldo e suporte da gestão e coordenadoria da escola nesse momento. Assim, os professores conseguirão orientar os seus alunos nas escolhas dos itinerários formativos.

ADAPTAÇÕES NA ESCOLA – Não hesite realizar as adaptações necessárias na escola. Elas podem acontecer aos poucos, conforme o projeto tem andamento, mas elas precisarão acontecer. Será necessário adequar a nova carga horária de professores, a infraestrutura das salas e, muitas vezes, até mesmo as modalidades de ensino.

Com as alterações previstas, muitas escolas estão recorrendo também ao ensino híbrido que já é uma realidade muito presente no ambiente escolar. Nesse caso, será necessário listar quais tecnologias precisam ser adquiridas e entender o cenário que ela deverá atender para que o projeto seja colocado em prática.

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